quinta-feira, 26 de abril de 2012

A árvore do meu Quintal

A árvore do meu quintal...
Ainda que deito-me sob sua sombra, sinto calor, amor
Ainda que suas folhas sequem, consigo enxergar o verde
Ainda que seus galhos sejam estreitos e finos, lá há um ninho
Ainda que o outono chegue e a deixe nua, há uma silhueta de ramo à luz da lua
Ainda que a primavera demore a voltar, sei que suas flores voltarão a dourar
Ainda que pareça espaço mal gasto, é minha árvore e não um pasto
Não serve de alimento pra animal
É repouso pro meu corpo,
Esperança de criança,
A árvore do meu quintal...

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Pão francês

Bom dia, minha senhora! Sou eu, seu velho freguês!
Hoje quero um litro de leite, um pote de manteiga e um pão francês!
Não, senhora! Francês só o pão, eu sou brasileiro e falo "brasileirês"!
Por favor minha senhora! Não precisa se irritar! Só quero o pão francês, mas já que não tem, dê-me um libanês que já irá me agradar!
Não sou metido a estrangeiro, outra língua não sei falar, não quero ser grosseiro. Mas por vossa incompreensão, estou passando por estúpido marinheiro. Marinheiro de primeira viagem, devo dizer...
A faca que guardo na bainha da calça é pra cortar o pão! O maldito pão francês\libanês\norueguês\polonês\inglês que por sua simples causa a senhora tomou como ofensa ao me ouvir definir como "brasileirês" o velho português.
Melhor voltar pro meu barco, ou minha velha jangada, que de prosas educadas já não se recorda de nada.
Volto sem meu pão estrangeiro, mas com fome não fico, pois o mar tá recheado de peixes pra esse velho marinheiro.

segunda-feira, 16 de abril de 2012


No pesar dos meus momentos,
que se tornam apenas um à cada lufada de lembrança,
eu começo a retrair toda minha essência para um aroma,
um olhar, um abraço, uma lágrima...
A lágrima rola,
desce através de um olhar que precede um abraço,
que foi o último depois de olhares secos e abraços breves.
O aroma me conduz por trilhas de um passado doce,
tão doce quanto aquela infância que nunca mais voltará.
Seu sorriso se condensou em um maxilar imutavelmente frio e toda a magia que dourou aqueles olhos se tornaram friamente reais com o passar dos anos.
Abrir os olhos e fechar o coração,
drenar a própria alma em prol de um conhecimento que o leva ao chão.
Conclusão em vão?
Qual é o limite pra sentir aquela lágrima rolando meu rosto novamente?
O limite é o preço.
O preço que aqueles olhos pagam por terem se aberto assassinando a magia.
Seria apenas um sonho de criança ou um saudosismo de um velho?
Seja o que for,
tudo o que resta agora se resume à uma esperança decadente e definhada de um velho utopicamente vivo por lembranças de uma criança morta pela vida de um velho.
Aroma,
lágrima,
olhar e um abraço.
Momentos em um.
Lufada de lugar nenhum,
 coração saudoso de uma alma vazia
 mas esperançosa após segundos em duas décadas de magia.
Com o crepúsculo se fora a magia,
vamos dormir e aguardar pela realidade a vir com a aurora e agora,
sem nostalgia.

Boas Vindas!

Bom dia pessoal!!!

Bem vindos ao meu blog! Criei-o para ter um espaço para divulgar alguns de meus textos que escrevo de vez em quando. Esse não é um blog onde vocês verão atualizações regularmente pois só utilizarei quando realmente tiver algo para expressar. Vocês devem estar se perguntando o porque do título. Pois bem, dei esse saboroso nome porque são duas delícias que amo degustar a qualquer momento, mas, sobretudo, não tem momento melhor pra tomar aquela xícara de capuccino fumegante e comer cubinhos de gorgonzola enquanto leio coisas que me fazem refletir de alguma forma. E confesso que capuccino sempre me faz pensar na vida! XD
Então é isso, em breve posto meu primeiro texto pra vocês! Beijão!!!