Toda paixão é superficial e todo amor é profundo.
Não se pode viver apaixonadamente e ao mesmo tempo suportar o amor das coisas
Não se pode apaixonar por todas as coisas sem desejar amá-las, e nem amá-las desejando a felicidade superficial das paixões.
A paixão é assim, como adorar um dia de sol sem pensar no frio da noite.
É provar o doce ignorando todo o potencial que seu paladar tem para degustar o sal e até mesmo o fel.
É admirar os seres humanos porque eles lhe sorriem e são tão fortes!
É costurar a apatia na alma e desejar que ela seja sincera sem ponderar.
Já o amor é sentir seu coração leve mesmo sentindo o frio da noite, sabendo que amanhã o sol pode não retornar.
Amar as coisas é sentir toda sua composição imperfeita na alma e desejar a fundo toda sua essência, mesmo que doa, mesmo que moa.
Amar o ser humano é como amar a música, que mexe, balança, renova, toca e transcende. Por minutos, horas, dias, séculos...sempre uma dança, uma nova experiência pra alma. É ser virgem de novo, todos os dias...sem saber, sem se apaixonar, profundamente intenso.
Se apaixonar é ignorar e ser feliz.
Amar é fazer toda experiência, dolorosa ou não, parte da alma.
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